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Mostrando postagens de abril, 2018

A viagem

   Eu vi que ele olhava para o rio; naquele momento soava em sua mente várias perguntas, as quais não obteve respostas concretas.  Percebi que, não só olhava para o passado como, também, planejava o que iria fazer daquele dia em diante.     Houve de repente, um choque de ideias, nas quais pretérito e futuro se confrontavam.  Fechou os olhos, como que para amenizar o conflito de pensamentos; logo voltara a calmaria em sua mente.     A brisa... Ah, a brisa! Esta soprava-lhe a face de forma tão suave que, por um segundo, esquecera todos os devaneios, vindo a imaginar-se voando sobre as nuvens.  Encontrava-se tão leve e feliz com aquele pensamento, que não podia deixar de juntá-lo ao magnífico canto dos pássaros que ali havia.  Este, por sua vez, soava como uma das mais belas canções de ópera... Teria Vivald, inspirado-se nesse canto para compor as quanto estações? Muito provável que sim!     O pôr do s...

A noite

   Ele estava lá e, eu vi tudo que sucedeu.  Contar-lhe-ei, ó dignissimo leitor, um relato concreto que contém vários fatos verídicos e, também, diversas testemunhas.    Passaram-se das três da manhã; era uma madrugada estrelada, ouviu-se ao longe uma calmaria profunda.  O desejo de sair para aproveita a noite estrelada consumia-lhe a alma, não resistindo, cedeu a essa tentação.    Ao chegar numa determinada localidade, (cuja qual não citarei para que não ocorra de irdes lá), sentara-se em um banco que havia ali próximo.  Mal acabara de acomodar-se, chega-lhe uma linda moça, esta, por sua vez, pergunta se poderia fazer-lhe companhia.  Este, aceita gentilmente sua solicitação.     As estrelas dançavam-lhes aos olhos, à lua, como que proclamasse a chegada ou o início de um novo amor, brilhava iluminando a noite.  Uma brisa súave aliviava-lhe toda a tensão existente, que parecia estar acompanhando-lhe ha séculos. ...