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Mostrando postagens de setembro, 2018

O regresso

    Deitado aqui sob a grama, estou a pensar em ti; corre neste relento uma brisa tão suave e deliciosa que me faz sentir suas carícias novamente.  Ao olhar para o céu, percebo uma nuvem que muito se parece com você; nesta, começo a ver teu rosto e, aos poucos, posso vê-la por inteira.     Abruptamente, ouço seu riso contagiante ecoar nos meus pensamentos e junto dele vejo teus olhos; esses, me parecem tão meigos e reais como se tu estivesses aqui nesse momento. A mesma nuvem de outrora está muito exuberante, noto ela tão brilhante que vejo nela o teu sorriso.     Ela parece bailar suavemente; a mesma suavidade que possui o teu abraço. Estar dentro dele é como entrar em um paraíso quente, aconchegante, acolhedor... Está cada vez mais torturante ficar longe de ti.     Seu beijo quente e suave renova  minhas energias; sem eles seria como viver ao relento, a mercê de vários perigos. Estou quase adormecendo, mas desejo...

Encontro

    Já passara da meia noite, um vento gélido sopra sobre mim; ouço um uivo distante, tudo parece muito calmo. Paro, observo os túmulos a minha volta, um em especial me chama a atenção; mármore preto e reluzente.     Corro. Logo chego ao túmulo... O que é isso!?! Afasto-me atordoado, cabeça começa a pesar, nos meus ouvidos surge um zunido insuportável. Acho que vou enlouquecer!!! Que imagem perturbadora!     Suponho que você, meu amigo leitor, esteja se perguntando: " Mas o que foi que ele viu?" , contar-lhe-ei; Assim que aproximei-me do dito túmulo, percebi que ele fora aberto. Lá, vi uma figura que de início não reconheci; era eu! Mas, como?! Não é possível!     Comecei a senti-me nauseado. Logo ali próximo havia um assento, tive que sentar-me caso contrário, cairia por terra! Não entendi como fui parar lá... Um calafrio se alastrou pelo meu corpo e, instantaneamente, recordo que... Não pode ser! Estou visitando meu eu ado...

Recordação

    Sua voz ainda ecoa em meio as lembranças que tenho de ti; a falta sufoca, asfixia...     A cada nova recordação, meu se irrompe em prantos. Ainda tenho aquela carta que tu me escrevera, sempre que a leio um nó aperta minha garganta. Gostaria que aquela não houvesse sido a última vez, que aquele não tivesse sido nosso encontro final. Mas, não...     A mim não resta esperança, apenas vegetar. Quem me dera estar contigo agora! Não, não é mais possível!  O tempo lhe roubou de mim. Poderia eu, viver sem ti ao meu lado?! Não, não posso! Não consigo!     Ainda posso ouvir o tilintar de seu riso, continua tão presente como se estivesse, nesse momento, ao meu lado.     O mundo parece está encolhendo à minha volta, e quanto mais eu lembro mais me sinto distante;  o brilho de seu olhar, frequentemente ainda o vejo, embora não mais em ti... Deixaste marcas profundas, essas o tempo não me roubará! A vida aqu...