Turva a mim a visão... Os sentido todos. O que vejo não vejo... É ilusão. Frutos podres que misturam-se aos bons. A macieira, de fronte a mim, prefere os bons frutos ao chão e aqueles, contrários a estes, junto a si. Eu sei que tu dirá: "Por que a faz?" Tal barbárie se dá porque o aroma das maçãs pútridas é muito mais intenso que o das sadias.
Houvera, outrora, quem a quisesse por terra. Preservei-a. A capacidade frutífera daquela macieira, que ora vemos, é tamanha que impressionaria a si própria. Eu a deposito minha confiança plena. Sim! minha confiança plena. "Por que? Não acabas por dizer que a predileção dela são os ventos maldosos?! Que te faz crer tanto nela?" tu dirás. Ela cativou-me. "Mas a ti todos cativam!" retrucará tu. O que transforma-nos em seres vivos pensantes é crer no melhor que há noutrem.
Soprou, outrora, por sobre ela intensa tempestade. Resistiu fortemente. Queres saber poque creio?! Veja-a com os olhos meus e entenderá. Sinta-a como sinto eu. Aspire o ar, o perfume que dela exala. Um cheiro doce. Sim! a noite chegou e vejo-a assustada, mas logo o dia virá e romperá com a escuridão. Veja! o colibri... Ele preocupa-se com ela; eu também preocupo-me, mas ele está com ela. Não há o que temer.
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Autoria: Alex da Silva Alves
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o artista que ha em vc foi sufocado pelo mundo da quantidade
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