Pular para o conteúdo principal

Tarde ensolarada

  Foi numa tarde, cujo sol encontrava-se brilhando com todo seu esplendor, que a vi; vislumbrei o seu olhar. Nele perdi-me. Seus olhos, tão ternos, clamava por um abraço, um beijo...
  Jamais havia notado como um simples olhar poderia ser tão afetuoso. Este, carregava consigo um certo mistério; percebe, caro leitor, que uma olhadela pode mudar a vida de uma pessoa. A minha, após esta tarde, nunca mais foi a mesma; ao rememorar o que se passou naquele dia, senti como se houvesse inúmeras borboletas - no abdome - a bater asas. 
   As nuvens, que ali passavam, faziam-me lembrar de sua pele - esta, tão macia quanto algodão; seu riso cativou-me de tal modo que, hoje, não passa outra coisa nos meus pensamentos. O olhar daquela "morena" fora, simplesmente, estupendo.
   Naquela tarde, soprava uma brisa suave que, de imediato, fez-me lembrar e - ao mesmo tempo, notar com mais detalhes toda sua doçura; ela fora tão meiga... Ah! São tantas lembranças, amigo espectador, que meu pobre coração chega a bater mais forte e descompassadamente, apenas por relembrar aquele sorriso  e o olhar deslumbrante da "morena"; até parece magia (feitiço), mas não te confundas... Estaria eu enfeitiçado por ela? É bastante provável que sim!


.................................................................
Autoria: Alex da Silva Alves
.................................................................

Comentários

  1. Ver tal relato chega a fazer-me cortar, ao imaginar quao honrada és tal morena usada como inspiração

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Uma "morena" realmente estupenda! ;)

      Por obséquio compartilhe no seu ciclo social para que mais pessoas venham a degustar dessa leitura. ;)

      Excluir
  2. Lendo tal texto, embarco numa viagem que nao quero mais voltar, de tão "gostosa" que é...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que maravilha! Isso é muito recompesssnate. :) Ajude-me divulgar, compartilhe no seu ciclo de amizades, para que assim eu me motive a escrever com mais frequência. :D

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Ùltimo Pranto

Inda ontem recordei da tua outrora existência e... sinto muito. Fracassei! Cada novo dia é um tormento angustiante. Não sei o que aqui se passa. Me fazes muito falta. Eu sei: Já passara-se um longo período desde a tua partida, mas ainda me doí a alma. Falhei em outrora e agora falho novamente.  Pressinto que em breve nos encontraremos: Você está pronta? porque eu estou. Ninguém será avisado, não quero que interfiram. Eles não me entendem, não sabem a dor que me assola; era para ter sido a mim a quem o fim levaria e não a ti. Está sendo difícil suportar essa dor... Todos ao redor me dizem o óbvio: " Você tem que superar. " Falam como se fosse fácil. Se passassem pelo o que passo, não diriam uma estupidez tão grande!  Escrevo, mas sei que tu não lerás mais nada. Nenhum escrito provindo de um desgraçado, lhe trará algum proveito. Até mesmo a caneta me trai, falha tal como seu dono. Insiste em não gravar no papel palavras que ora escrevo. Compreendo-a muito bem. No...

Alma moribunda: parte I

Erguem-se dos leitos quatro moribundos; caminham ambos em direções opostas - onde vão? Não sei. As velhas alcoviteiras, residentes junto a antiga catedral, espantam-se; tamanho horror as consome: tentam correr na direção da igreja para rezarem pedindo pela remissão de todas as vezes nas quais falavam dos transeuntes nos arredores da cidade. Pobres anciãs... Não veem que já é tarde pra isso! Não, minto; sempre há tempo pra tal. Mas por que deixar somente pra quando algum ser ergue-se do seu esquife?! O primeiro pútrido ser - uma moça jovem, altiva; dum vigor que se faz notório mesmo após sua extinção - caminha rumo ao norte. Por que norte?! Ora! pois! porque é aí que reside seu noivo, digo, ex-noivo... "Ela fora noiva?!" dirás com espanto. Sim, fora. Mas essa foi sua desgraça (digo desgraça não pelo fato de casar-se) pois o moço, com o qual iria unir-se , abandonou-a ao pé do altar. "Mas que crápula!", dizes tu. Sim, foras deveras; a donzela não suportara taman...

Outonos

   Turva a mim a visão... Os sentido todos. O que vejo não vejo... É ilusão. Frutos podres que misturam-se aos bons. A macieira, de fronte a mim, prefere os bons frutos ao chão e aqueles, contrários a estes, junto a si. Eu sei que tu dirá: "Por que a faz?" Tal barbárie se dá porque o aroma das maçãs pútridas é muito mais intenso que o das sadias.    Houvera, outrora, quem a quisesse por terra. Preservei-a. A capacidade frutífera daquela macieira, que ora vemos, é tamanha que impressionaria a si própria. Eu a deposito minha confiança plena. Sim! minha confiança plena. "Por que? Não acabas por dizer que a predileção dela são os ventos maldosos?! Que te faz crer tanto nela?" tu dirás. Ela cativou-me. "Mas a ti todos cativam!" retrucará tu. O que transforma-nos em seres vivos pensantes é crer no melhor que há noutrem.    Soprou, outrora, por sobre ela intensa tempestade. Resistiu fortemente. Queres saber poque creio?! Veja-a com os olhos meus e entenderá....