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Ùltimo Pranto

Inda ontem recordei da tua outrora existência e... sinto muito. Fracassei!
Cada novo dia é um tormento angustiante. Não sei o que aqui se passa. Me fazes muito falta. Eu sei: Já passara-se um longo período desde a tua partida, mas ainda me doí a alma. Falhei em outrora e agora falho novamente. 

Pressinto que em breve nos encontraremos: Você está pronta? porque eu estou.
Ninguém será avisado, não quero que interfiram. Eles não me entendem, não sabem a dor que me assola; era para ter sido a mim a quem o fim levaria e não a ti.
Está sendo difícil suportar essa dor... Todos ao redor me dizem o óbvio: " Você tem que superar. " Falam como se fosse fácil. Se passassem pelo o que passo, não diriam uma estupidez tão grande! 

Escrevo, mas sei que tu não lerás mais nada. Nenhum escrito provindo de um desgraçado, lhe trará algum proveito. Até mesmo a caneta me trai, falha tal como seu dono. Insiste em não gravar no papel palavras que ora escrevo. Compreendo-a muito bem. No lugar dela, faria o mesmo. Minha mão já não traça as letras, as lágrimas percorrem sobre minha face, quase como uma tentativa inútil de me purificar. Não me permitem que continue com a auto tortura.

Contemplo o retrato dela junto de mim. Aquelas feições perfeitas em que eu outrora acariciava, agora não existem mais. Ando em direção a janela do meu apartamento. Passo por ela e fico em pé no parapeito. Bom... espero cair nos braços do meu anjo essa noite.


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Autoria: Alex da Silva Alves
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Comentários

  1. Quatro estrofes de puro sentimento em palavras.

    Aliás, tentei simular teu estilo de escrita, mas nem sei consegui bem kkkk

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